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11 de dezembro de 2011

NÃO É O FIM!

            Não é fácil descrever pequenas coisas de grande valor, o que dizer então das grandes amizades construídas em tão pouco tempo? Considero impossível descrever as manhãs dos últimos sete meses com a merecida perfeição, mas vou escrever algo imperfeito sobre um pretérito imperfeito, bastante presente e muito mais do que perfeito.
            O ontem pra mim foi o dia 16 de maio de 2011, eu cheguei à escola e vi logo um bando de malucos na subida da escada com três violões, uma bagunça só. Na escada, uma branquela com um sorriso lindo e mordendo um maluco, era a Talitta Vitória (Tatá) agredindo o Robert, à primeira vista abestado, mas hoje legal. Alguns eu já conhecia, Júlio e Lucas são dois desses. Como fiquei feliz de ver como é diferente aquele lugar no turno oposto! Música, pessoas legais, pessoas imbecis mais legais ainda! Subi mais um pouco e vi uma criatura linda e muito séria, mas atraente, olhar profundo... Eu conhecia aquele olhar, era a Gaaby Camilo, conhecia de vista de dois anos atrás em outra escola. No outro canto a Sabrina Pamela, parecia ser metidinha mas com o tempo se revelou legal demais. Terminei de subir a escada, entrei na minha nova sala, ou melhor, a mesma sala, outra turma. Uma recepção perfeita aos olhos com a visão de Caroline Brandão, Adlane Fiel e Fernanda Mello (Carol/zinha, Nanda e Lane), a sala já era melhor a partir daí. Notei a diferença, todos unidos, ninguém mal educado, ninguém grosso com ninguém... até então, é claro, muitas coisas acontecem em sete meses...!
            Já cheguei sendo mal visto, Felipe Calheiros e Uilson Neto não foram com a minha cara, eu nem percebi! Rayron, como sempre calado, nem chove nem molha nesse sentido.  No fundo da sala, três criaturas que riem mais que hienas e fazem a graça das manhãs, Magda, Suelen e Andreza. Eu não acreditei que tinha saído da minha antiga turma, ainda doía a falta de Luana Caroline, Débora Chagas e Poliana Santos (é Santos Poli?), mas, a diferença era enorme. Já me senti em casa, mesmo sabendo que teria que conquistar ainda o meu espaço. Aprendi então que é dando espaço que se ganha espaço, inexplicável.
            Não dá pra descrever tudo e todos, tivemos choros e risos, eu cheguei de ousado e fui conquistado por toda essa galera maravilhosa, a música nos fez mais unidos ainda! Ouvir os agouros das Amandas Henclein e Oliveira cantando e dizer: “— Que lindo amores”, até ganhar moral pra dizer: “— Tá feio, para!” Mas, não é só fora da sala que as coisas acontecem, os gritos da Jennifer Fernandes também mudaram a minha vida! Aprendi a valorizar mais os meus ouvidos! Ah, e a indizível amizade do Tony, parceirão de conversas maduras ao extremo e de conversas infantis ao extremo oposto também, amigo pra tudo. Sem explicação, só Deus pode fazer uma coisa dessas e me dar um presente desses.
            Gente, eu não vou conseguir citar todos! São muitos risos, muitas birras, desabafos, conselhos... Haja conselhos! E como eu amo ouvir os outros!
E as infindáveis discussões sobre política, religião, sexo, música, cultura... Foi uma das poucas turmas que soube discutir tudo isso sem ser imatura ou infantil que conheci até hoje, se alguém tivesse meia hora pra mudar a minha vida esse ano, essa meia hora se estenderia a sete meses e nunca teria fim. Deus sabe o quão importantes vocês são pra mim, quando um monte de coisas me irritavam, sempre tinha alguém como a Andreza Anjos pra dizer: “— Pode parar que isso não combina com você!” Via Facebook ou ao vivo mesmo.
            Depois de um tempinho, as amizades se consolidaram e tudo foi se acertando.  Sabe gente, vocês se tornaram tão importantes pra mim que os fins de semana viraram tediosos e sem sal, exceto nos momentos com a outra galera aqui (não posso desmerece-los!), mesmo ouvindo gritos e mais gritos me mandando calar a boca e quando eu não falava nada todos se assustavam, mesmo com os chiliques das meninas da sala, velho, vocês são muito importantes. Especialmente a galera do antigo terceirão, que Deus ilumine sempre o caminho de vocês e realize o meu sonho de ver cada um na eternidade, aos que não acreditam, oro para que entendam que é fato e começa agora, aos que acreditam e não seguem rumo a ela, oro para que sigam, imagina só, essa galera toda junta na eternidade? Caraca, presentão de Deus, é só desembalar e possuir velho! Mas, já tá muito grande esse texto. Gente, vocês são demais, mudaram da água pro vinho o meu 2011, se algum de vocês pensa que o ano não valeu a pena, saibam que valeu pois cada um fez o meu ano valer. Amo vocês, sério mesmo.


Sem mais,

Ou melhor, sem mais tempo, paciência e criatividade o suficiente pra escrever para vocês,
Jônatas Araújo dos Santos
(Depois eu publico algumas fotos aqui).

6 de setembro de 2011

O Interno e o Externo

Hoje ele é igual,
E isso é tão normal.
Para os que o rodeiam
A aparência é legal.

Hoje tudo é anormal
Os olhares se voltam,
Elogios e risos.
Por que não fizeram isso antes?

Deem um basta!
Chega de observar o externo,
O interno de quem olha o externo
É podre e precisa de cura

Ninguém sabe por que ele mudou
Ele dá uma desculpa igual a todos
Mas o seu íntimo, apenas Um conhece
Ele nunca se importou

E não se importa agora
Com o que pensam
Os expositores de opiniões
Sobre a aparência externa

Ele se importa com o interno
Ele é a sua própria experiência
Agora ele sabe para quem importa o que
O interno e o externo, agora sabe.

Jônatas Araújo dos Santos

26 de maio de 2010

Dúvidas Sociais

Sociedade, quem vive de maneira anti-social realmente não sabe o que é viver, viver não é expulsar os outros de perto de você, não é ser sempre o centro das atenções também, viver é saber sentir, saber lidar com o meio, meio por que, como aprendi no curso de Meio Ambiente, o meio é onde estamos, ou seja, todo e qualquer lugar é um meio e nós devemos saber lidar com ele. Noite passada eu escrevi: "A sociedade em que eu vivo é um reflexo do que há dentro de mim, o que há dentro de mim é um reflexo do meio em que vivo". Até aí tudo bem, mas, a partir dessa frase me enchi de perguntas, coisas aparentemente sem sentido mas que me fazem viajar buscando fugir do "aparentemente" para encontrar o "certamente" e o com sentido. Aí então me veio essa questão: " - E quando se vive em uma sociedade e dentro dela convive-se com várias outras?" E começaram a surgir algumas "perguntas-respostas"... tais como: Há uma bagunça dentro de mim?! Eu tenho me dividido para atender a todas as sociedades em um único meio?! Os meios se unem todos dentro de mim?! Se o ser humano é um produto do meio, quem "produziu" qual parte de mim? ... E diversas questões me surgem a cada momento para me fazer confundir e ao mesmo tempo organizar em mim a sociedade na qual vivo. Apenas sei que ninguém vive só e, não vivendo só, eu posso encontrar todas as respostas pois o ser humano é produto do meio e o meio quem faz somos nós, então eu e o meio em que vivo, nós, podemos encontrar as respostas para explicar cada pedaço da sociedade que se divide em pequenos grupos de grande valor, eu sou o meio a partir do momento em que reconheço que não posso viver só, eu faço o meio a partir do momento em que percebo ser influenciador, eu sou simplesmente parte do meio quando vejo que sozinho não faço nada, não sou nada e não influencio ninguém, ser sociável é o que mais importa quando se quer ser bom em um meio e estar em um bom meio, trata-se de ser aceitável, ser ao menos suportável por todos, saber que tem amigos e que esses amigos formam a sociedade mini ou micro na qual você vive dentro da sociedade macro de todos os grupos juntos. Viver em sociedade é estar bem com você mesmo, transformando o meio em que você vive em um lugar, um grupo e até mesmo em uma geração melhor. Bom, eu poderia postar até dez, quinze, vinte páginas aqui sobre a questão ou alguma questão social, mas, é melhor não. Preciso aprender a diminuir meus textos, então, obrigado se você chegou até aqui (duvido que alguém tenha chegado rsrsrsrs) e até a próxima.

"A sociedade em que eu vivo é um reflexo do que há dentro de mim, o que há dentro de mim é um reflexo do meio em que vivo".

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